Esquecer Faz Parte ou É Sinal de Alzheimer? Entenda Quando se Preocupar

Você tem percebido que anda esquecendo mais do que o normal? Esquecer onde deixou os óculos, o nome de uma pessoa conhecida, ou mesmo o que ia dizer no meio de uma frase pode causar insegurança e até medo. Muitas pessoas começam a se perguntar: “Será que isso é só da idade… ou é o começo de Alzheimer?”

Neste artigo, vamos te ajudar a entender melhor a diferença entre esquecimentos normais e os primeiros sinais de Alzheimer, além de explicar o que é anosognosia, um termo pouco conhecido, mas muito importante para identificar a progressão dessa doença.


📌 Esquecer é normal?

Sim! O esquecimento faz parte da vida — principalmente em momentos de estresse, ansiedade, cansaço ou excesso de informações. Também é comum com o passar da idade. Isso não significa que a pessoa está doente.

🔍 Exemplos de esquecimentos comuns e temporários:

  • Entrar em um cômodo e esquecer o motivo
  • Esquecer onde colocou algo e lembrar depois
  • Trocar nomes ou datas, mas perceber o erro
  • Esquecer compromissos e lembrar com um lembrete

Se você percebe esses esquecimentos e se incomoda com eles, isso é um bom sinal. Isso quer dizer que a sua memória e sua consciência sobre ela estão funcionando.


🧠 Mas quando o esquecimento pode ser um sinal de alerta?

O Alzheimer é uma doença neurológica que afeta a memória, o raciocínio e outras funções cognitivas. Nos estágios iniciais, os sintomas são sutis, mas se tornam mais evidentes com o tempo.

⚠️ Fique atento a sinais como:

  • Esquecer informações recém-aprendidas com frequência
  • Repetir perguntas ou histórias várias vezes
  • Dificuldade para seguir planos simples (como uma receita)
  • Se perder em lugares familiares
  • Mudanças de humor ou comportamento sem explicação
  • Afastamento social ou apatia

Se esses sintomas começarem a impactar o dia a dia, é hora de buscar ajuda médica.


❓ E o que é anosognosia?

Esse nome difícil tem um significado simples: quando a pessoa não percebe que está esquecendo.

A anosognosia é comum nos estágios moderados a avançados do Alzheimer. A pessoa pode negar os problemas de memória, minimizar os erros ou até se irritar quando alguém tenta ajudá-la. Isso acontece porque o cérebro começa a perder também a capacidade de se autoavaliar.

🗨️ O professor francês Bruno Dubois, especialista no assunto, disse algo que ajuda a tranquilizar muitas pessoas:

“Se alguém está consciente dos seus problemas de memória, não tem Alzheimer.”

Essa frase é verdadeira especialmente nos estágios mais avançados da doença, onde a pessoa já não reconhece mais os próprios erros.

Mas é importante lembrar: nos estágios iniciais do Alzheimer, a pessoa ainda pode perceber suas falhas. Por isso, sentir que está esquecendo não exclui completamente a possibilidade da doença — apenas sugere que, se houver algo, está em fase leve.


👨‍⚕️ Quando procurar ajuda?

A melhor forma de lidar com a dúvida é procurar um profissional de saúde. Um clínico geral, neurologista ou geriatra pode solicitar testes específicos de memória e cognição, além de exames para descartar outras causas, como problemas de sono, depressão ou até deficiência de vitaminas.

🧩 Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de controle, planejamento e qualidade de vida.


✨ Em resumo:

  • Esquecimentos pontuais são normais e, na maioria das vezes, não indicam Alzheimer.
  • Perceber que está esquecendo geralmente é um bom sinal.
  • A anosognosia (não perceber os próprios esquecimentos) é comum nos estágios mais avançados da doença.
  • Se houver dúvidas, busque orientação médica para uma avaliação completa.

💬 Finalizando…

Se você tem se preocupado com sua memória ou com a de alguém próximo, saiba que essa preocupação já mostra um sinal de cuidado — e isso faz toda a diferença. A informação e o acompanhamento são os melhores aliados da saúde mental e cognitiva ao longo da vida.

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Os artigos deste blog são criados com o auxílio de IA e revisados pelo autor para garantir qualidade e precisão. IMPORTANTE: Os conteúdos são informativos e não substituem a opinião de um profissional. Consulte sempre um especialista de confiança.

Paulo C Souza
Psicólogo clínico, terapeuta cognitivo-comportamental, com experiência de mais de 10 anos no atendimento de jovens, adultos e idosos. Em clinicas de psicologia e consultório particular.